A carência de vitamina D pode aumentar o risco de depressão ou de outros problemas psiquiátricos nas pessoas idosas, segundo um estudo de investigadores neerlandeses.
«As causas subjacentes de uma carência em vitamina D, como uma exposição reduzida ao sol decorrente de uma diminuição de actividade ao ar livre, uma mudança de alojamento ou de hábitos de vestuário, ou a diminuição de consumo de vitaminas, podem estar na origem de uma depressão, mas esta pode também ser a consequência de uma baixa taxa de vitamina D», segundo o estudo publicado nos Archives of General Psychiatry.

Os investigadores da Vrije Universiteit, em Amesterdão, estudaram 1.282 pessoas, com idades entre os 65 e os 95 anos, das quais 169 sofriam de depressão ligeira. A taxa de vitamina D nas pessoas deprimidas era inferior em 14% da das outras pessoas idosas, revela a pesquisa.

O estudo também mostra que uma carência de vitamina D aumenta o nível de uma hormona paratiroidiana, sendo a hiperactividade das glandes paratireóides normalmente associada à depressão. Esta descoberta pode ser importante para o tratamento da depressão, podendo a fraca taxa de vitamina D no sangue e o elevado nível de hormona paratiroidiana ser contrariada através de uma dieta e de suplementos de cálcio ou de uma maior exposição ao sol.
«Além disso, descobrimos, entre a população estudada, que 38,8% dos homens e 56,9% das mulheres apresentava uma carência de vitamina D, o que reforça o interesse deste estudo», afirmam os investigadores.

Outros estudos deverão agora demonstrar se as variações das taxas de vitamina D no organismo são a causa ou a consequência das depressões.

Fonte: Diário Digital / Lusa.

A nossa Biblioteca foi inaugurada no Dia do Livro de 2007, com 178 obras e 13 avulsos. Passado um ano contávamos com 409 obras, 16 avulsos, 39 vídeos e 1 DVD. Neste momento aguardamos a doação do espólio de um particular, que nos está prometido.

O Presidente da República, Cavaco Silva, recusou hoje que o envelhecimento da população seja considerado “uma ameaça” ou “um fardo” para a sociedade. “Não é o facto de estarmos a falar de pessoas mais idosas que nos deve impedir de as considerar também como parte das soluções”, disse Aníbal Cavaco Silva, em Lisboa, na sessão “O Tempo da Vida”, organizada no âmbito do Fórum Gulbenkian de Saúde.

“É precisamente por se tratar de pessoas que não devemos tomá-las apenas como um número, um custo, um encargo”, acrescentou.

O Chefe de Estado falou depois do caso das empresas e da sua “obsessão sobre o contínuo rejuvenescimento dos seus trabalhadores”, questionando-se se essa opção “traduz sempre um ganho efectivo de eficiência” ou se não contribuirá para “um défice de identidade de cultura organizacional e, mesmo, de rentabilidade”.

Recorrendo a estatísticas, Cavaco Silva disse que, a “manterem-se as actuais tendências”, a populaçãoo com mais de 65 anos representará, daqui por cerca de 40 anos, em 2050, um terço do total da população portuguesa. Isto apesar de estar previsto que, dentro de dois anos, Portugal atinja o seu máximo histórico populacional, 10,6 milhões de habitantes, e ter, nessa altura, uma percentagem de pessoas com mais de 65 anos de cerca de 18 por cento do total.

Feitas as projecções, em meados deste século a população nacional terá baixado 1,3 milhões de pessoas, para cerca de 9,3 milhões, e os idosos atingirão 32 por cento desse número. Em 2050, prosseguiu, o actual indíce de envelhecimento quase se multiplicará 2,5 vezes, passando dos actuais 108 para 243 idosos por cada 100 jovens.

Soluções do século XX não servem para o XXI
“Trata-se de uma alteração profunda da estrutura demográfica, que exige das próximas gerações novas formas de encarar o envelhecimento”, advertiu. Isso implica “falar de novos estilos de vida e de não continuarmos a tentar enfrentar os problemas do século XXI com as soluções do século XX”, acrescentou. Tanto mais que o envelhecimento populacional, prosseguiu, “representa um desafio cujos contornos e impactos estão longe de ser devidamente identificados e avaliados”.

“Duvido que a opinião pública e os cidadãos portugueses estejam suficientemente informados e conscientes das dimensões desse desafio, dos problemas que levanta, dos processo de mudança que exige”, confessou o Presidente da República. Salientando que “neste, como em tantos outros domínios, não é por falta de leis que o país não avança”, Cavaco Silva admitiu que que “seja mais por falta de iniciativa, escassez de espírito empreendedor” e pela “dificuladade” que a sociedade encontra em se libertar da “dependência do Estado”.

Na sessão falaram três especialistas em demografia, além de docentes universitários de renome, casos dos britânicos Cris Wilson e Sarah Harper e o português Jorge Gaspar. Wilson, que o comissário do Fórum Saúde, o neurocirurgião João Lobo Antunes, classificou como um dos “mais ilustres demógrafos da actualidade”, disse que a população mundial vai continuar a crescer dos actuais seis biliões para nove ou dez biliões em 2050, após o que estabilizará ou entrará em declínio. Garantido é que a população idosa vai aumentar, afirmou.

Já na União Europeia a 25, na década de 60 do século passado nasceram 70 milhões de bebés, número que baixou para 48 milhões na última década. Portugal é também exemplo desse decréscimo: em 1975 registaram-se 180 mil nascimentos e 20 anos depois, em 2005, apenas 110 mil.

Fonte: Público.

Dados reunidos pela Associação de Apoio à Vítima (APAV) revelam que os casos de maus-tratos a idosos aumentaram cerca de dez vezes em apenas cinco anos, tendo chegado, em 2005, aos quase cinco mil casos.
Segundo revelou, em declarações à TSF, a presidente da APAV, os idosos «são agredidos com atitudes humilhantes chamando nomes e utilizando de uma grande pressão psicológica, de ameaça e de coacção».
Recordando que essas pessoas mais idosas são frequentemente alvo de agressões verbais como «não tens capacidade para isto», «és um velho, não prestas para nada» e «se não te portas bem, vais ver o que te acontece», Joana Marques Vidal garante que os casos continuam a aumentar, com ataques «constantes e repetidos dia-a-dia».
De acordo com os números reunidos pela APAV, 80 cento destes casos têm como alvos mulheres, especialmente com idades acima dos 55 anos, e residentes em Lisboa, Porto e Faro. «São vítimas reformadas, casadas ou viúvas, sendo que o número de viúvos tem aqui algum peso. Tudo aponta para um perfil de vítima desprotegida sem capacidade não só económica, mas também física de reagir, com grandes dependências que não conseguem ultrapassar por si só», conclui a presidente da APAV.

Fonte: Diário Digital.

Mais de 1.800 genéricos baixam de preço a partir de hoje, o que permitirá uma poupança anual de cinco milhões de euros aos utentes e de 10 milhões ao Serviço Nacional de Saúde, estima o Infarmed.

Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento, a descida de preços abrange 1.861 medicamentos e 13 substâncias activas, que entre Janeiro e Dezembro do ano passado apresentaram quotas de mercado superiores a 50 por cento.

A alteração de preços, ao abrigo da portaria n.º 300-A/2007, prevê uma redução máxima de 12 por cento e irá abranger medicamentos para tratamento da depressão (paroxetina e sertralina), próstata (finasterida), epilepsia (gabapentina), tensão alta (ramipril e lisinopril) e osteoporose após a menopausa (ácido alendrónico).

Na lista estão ainda os antibióticos (cerftriaxona e ciprofloxacina) e medicamentos para tratamento de infecções de fungos (terbinafina), anti-inflamatórios (meloxicam), problemas do estômago (ranitidina) e para prevenir tromboses (ticlopidina).

Fonte: Diário Digital / Lusa.


Às 15h30 do dia 7 de Março reuniram-se no Club Setubalense perto de 70 pessoas, docentes, alunos, familiares e amigos da Uniseti. Celebrou-se neste dia a MULHER. O ambiente aquecido ao som do piano pelas mãos do Maestro Rui Serôdio libertava amizade e despertava cumplicidade entre todos os presentes.
Viveu-se, de facto, momentos de grande convívio e partilha de emoções. Todos fomos presenteados pela presença de Luísa Todi (representação da Professora de Teatro, actriz do TAS) e pelo enquadramento histórico-social da vida desta mulher pelos alunos de Literatura Portuguesa.
Houve, ainda, uma breve “viagem” a França e à batalha conquistada pelos direitos e igualdade de género, apresentação da turma de Francês. Tivemos ainda tempo para recordar “As grandes mulheres da História” através da breve palestra da Dra. Palmira Santana (docente de História da Arte). Ainda antes da abertura do lanche pudemos sentir o poder das palavras proferidas pela poetisa Alexandrina Pereira, num extraordinário momento de poesia organizado pela turma Oficina de Poesia.

TEMPO PARA SONHAR

Entra um raio de Sol pela janela… amanheceu.
Mais um dia igual a outros
E sem que nada aconteça…o dia começa.
Varro a cozinha, e sem parar vou apressada comprar o pão
Volto p’ra casa , e sem descansar
Passo a camisa para o marido que desprendido e sem reparar
Come calado , interessado… na televisão.
Meu corpo velho cansado e triste
Pensa que a vida já não o quer, já não existe… nem é Mulher!
É quando o sonho me bate à porta
É quando o grito me abre a alma
E num abraço cheio de vigor peço da vida mais atenção
Desfaço nos dedos a solidão
Dou a mim mesma aquele amor, aquela rosa que não me deram
E sem saber porque é que o faço, saio porta fora… e grito : Não!
Mundo pequeno o que me ofereceram…
Vou eu à rua e volto a viver, volto a dançar, volto a cantar,
Faço teatro, canto canções
Como cantei ao embalar, filhos e netos que amo tanto
(e para eles ainda canto!)
E assim o tempo, não deixa tempo à minha esperança de liberdade
Porque sonhar … não tem idade!
Em cada etapa da minha vida, fui mãe, mulher, avó, fui tudo,
Tudo o que a vida me fez viver
Não vou esperar que o tempo passe… para morrer.
E nos jardins da minha vida
Eu não me sento p´ra descansar,
Sento-me sim para viver… para sonhar.
Abri as portas à fantasia, dei cor à vida a cada dia
E quando à noite o sono vem…
Sonho que sou uma rainha de um reino imenso da cor da vida
E nos cabelos da cor da neve…um sonho breve…
Deixei no chão o avental, não fiz jantar, não comprei pão
E nas gavetas da minha vida, fechei à chave a solidão.
E à noite… fiz chá de alegria…chamei à mesa todo o amor
Servi os doces a quem mais queria.
Fechei os olhos… adormeci…
Foi mais um dia menos um dia
Já não importa, porque o que importa …é que VIVI!!

Alexandrina Pereira

O primeiro-ministro afirmou que a medida que reduzirá em 50 por cento as taxas moderadoras dos idosos com mais de 65 anos vai abranger 350 mil pessoas, o que representa 20 por cento do total de idosos. “É verdade que cerca de 80 por cento dos idosos estão já isentos do pagamento de taxas moderadoras, mas os 20 por cento que restam são 350 mil”, declarou José Sócrates aos jornalistas, no final do debate quinzenal dedicado às políticas de saúde.

De acordo com Sócrates, na presente conjuntura, a redução das taxas moderadores em 50 por cento “não podia ser para todos, mas apenas para os grupos mais vulneráveis”, neste caso “para os que têm mais de 65 anos e possuem uma pensão apenas um pouco acima do salário mínimo nacional”. “Os idosos utilizam muito os serviços hospitalares e esta medida contará no rendimento deles”, sustentou José Sócrates.

Segundo o quadro legal em vigor, existem 40 condições que podem isentar o pagamento de taxas moderadoras. Entre as várias categorias previstas estão pensionistas que recebam pensão não superior ao salário mínimo nacional, beneficiários de prestação de carácter eventual por situações de carência, doentes crónicos, dadores de sangue ou até bombeiros.

A 23 de Maio do ano passado foi anunciado que os ministérios da Saúde e Finanças estudavam uma proposta, da Comissão para a Sustentabilidade do Financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para que a isenção de taxas moderadoras dependesse dos rendimentos dos utentes e cronicidade e gravidade da doença. Nessa altura, fonte do Ministério da Saúde indicava que a isenção já abrangia “cerca de 55 por cento da população”.

Fonte: Diário Digital / Lusa.

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