As condições das pessoas idosas no concelho de Setúbal foi tema de debate “Intergeracionalidades” realizado anteontem, no Auditório Municipal Charlot. Na sessão, esteve presente Joaquina Madeira, coordenadora do Ano Europeu no Envelhecimento Activo que expressou a ideia de não ser a idade que nos retira as capacidades.“Não é a idade que nos retira as capacidades”.

A relação entre gerações esteve em debate anteontem no Auditório Municipal Charlot, em Setúbal. A sessão de abertura teve como oradora principal Joaquina Madeira, coordenadora do Ano Europeu do Envelhecimento Activo, que reafirmou a ideia de envelhecermos activamente, pois parar é morrer.

“Se na velhice nós deixarmos de fazer aquilo que não podemos tudo normal, o problema é quando deixamos de fazer aquilo que ainda podemos”, disse Joaquina Madeira. A mesma acrescentou que “não é a idade que nos retira as capacidades, e que a doença não vem com a idade, porque pessoas novas também ficam doentes”. O problema da saúde em Portugal não é o envelhecimento, o problema da saúde em Portugal é a obesidade”, concluiu.

A sessão contou ainda com a presença de Brissos Lino, reitor da Universidade Sénior de Setúbal (UNISETI) e Armando Pereira, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS). Esta foi organizada pelo Município de Setúbal, Universidade Sénior de Setúbal e Instituto Politécnico de Setúbal.

O seminário integra-se nas actividades do Observatório Sénior de Setúbal, e “pretende saber a realidade dos seniores no concelho de Setúbal, onde é que estes vivem, como é que vivem, e quais os seus problemas”, proferiu o reitor da UNISETI.

“Estes seminários, que temos promovido ao longo dos anos, destinam-se a reflectir e a levantar questões sobre a condição sénior”, concluiu Brissos Lino.

Em Portugal, a população é cada vez mais idosa e “é importantíssimo manter a população devidamente activa, então o envelhecimento activo é fundamental”, referiu Armando Pires, presidente do IPS.

O Instituto Politécnico de Setúbal estabelece actualmente um protocolo com a Universidade Sénior de Setúbal, o qual engloba diversas vertentes, como é o caso do Observatório que “tem merecido um especial envolvimento por parte do IPS”.

“Há uma iniciativa por parte do Instituto Politécnico, que tem a ver com alguns módulos que vão ser disponibilizados à população mais idosa, e também já a partir dos 50 anos, módulos estes que vão ser trabalhados em conjunto com a UNISETI”, concluiu Armando Pires.

O seminário teve três painéis temáticos, todos eles seguidos de debate, onde participaram diversos oradores convidados, todos ligados ao tema “intergeracionalidades”.

 

Fonte: O Setubalense.

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