Partilhamos a mensagem que a Drª. Joaquina Madeira – Coordenadora Nacional do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e Solidariedade entre Gerações 2012 – remeteu à RUTIS, sobre a participação das UTIs.

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 A RUTIS E O AEEASG

A palavra chave do envelhecimento ativo é PARTICIPAÇÃO, participação que se quer contínua nas questões sociais, económicas, espirituais e cívicas. Subjacente a este entendimento, está a ideia de que o envelhecimento é um processo e que, por isso, as estratégias devem potenciar as capacidades das pessoas ao longo do ciclo de vida e rentabilizar as mais valias de todas as idades.

As Academias e as Universidades Seniores são, por excelência, um espaço de envelhecimento ativo. Evidencio, aqui, 3 razões principais:

A primeira, porque contribuem para a desmistificação da velhice enquanto fase de decrepitude, caracterizando-a, pelo contrário, como uma etapa na qual muito se pode aprender e fazer. Efetivamente, as universidades seniores possibilitam a aprendizagem e contribuem para a construção de projetos de vida, transmitindo a ideia de continuum e não de “fim de linha” quando se atinge determinada idade. Afinal, e contrariando o ditado popular, “burro velho aprende línguas”…

A segunda, porque nos ensinam a positivar o envelhecimento e a velhice, acentuando as potencialidades do ser humano seja qual for a idade cronológica, fazendo-nos entender que a idade não é o principal fator determinante dos processos de desenvolvimento. Ela interage com circunstâncias históricas, sociais e pessoais e, por isso, cada ser humano é um ser único.

A terceira, porque constituem espaços práticos de autonomia onde é possível desenvolver a criatividade, favorecer vivências de afetos, promover o aumento de sensações pessoais de bem-estar.

Ao longo deste Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre as Gerações/2012, foi grande o envolvimento das Universidades Seniores por todo o País, num movimento de afirmação e testemunho excelentes do que acabámos de referenciar. Estão de parabéns os seus alunos e alunas, bem como professores e dirigentes. Foram, efetivamente, um exemplo vivo de envelhecimento ativo.

De parabéns está também a RUTIS pelo papel que desempenhou enquanto congregador de vontades e dinamizador de iniciativas e projetos multifacetados que envolvem a componente humana e social, a saúde e a formação para e pelos seniores. Foi um parceiro sempre presente e interventivo ao longo deste Ano Europeu e que muito contribuiu para a divulgação da sua principal mensagem – a necessidade de construir uma sociedade de todos para todos.

Joaquina Madeira